domingo, 25 de março de 2012

Do passado ao futuro sem escalas?

Compartilha Cada vez mais nos damos conta da diversidade do nosso gênero, Homo. Recentemente, foram descobertas evidências que mostram que nossa espécie conviveu e se misturou com os Denisovianos da Sibéria. Um pouco antes, na década passada, o homem de flores ( Homo floresiensis) causou furor: um hominídio presente na Indonésia há 17 mil anos atrás... enigmático, deixou pistas mas nada que permitisse conclusões definitivas.

Agora, na região do platô de Qinghai-Tibete, no sudoeste da China, foram encontrados fósseis de uma espécie do gênero Homo, que não é a nossa, datados de algo entre 14.500 e 11.500 anos atrás. Ou seja. uma espécie que conviveu com a nossa numa época em que a agricultura começava. Particularmente interessante é que antes dessa descoberta, nunca havia sido encontrados fósseis com menos de 100 mil anos, que não parecessem pertencer a nossa espécie, no leste do continente asiático.

Essa nova espécie está sendo chamada de povo do veado vermelho, pois os fósseis foram encontrados pelos arqueólogos chineses numa gruta chamada Maludong, que quer dizer veado vermelho. O artigo foi publicado na revista on line PLOSone, no dia 14 de março.

Outro aspecto interessante é que a região onde foram encontrados os fósseis é uma área de grande biodiversidade e de significativa diversidade cultural e como assinalou um dos autores do artigo, parece que essa diversidade se estende para o passado também.

Uma das consequências é o aumento também da nossa listinha de espécies a serem clonadas... de volta ao futuro. Para quem está preocupado com o possível destino nos mamutes e outras espécies da era do gelo que serão clonados no futuro: talvez, o problema se resolva clonando também seus algozes...



Bela solução, não?

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