domingo, 25 de março de 2012

A extinção é para sempre?

Compartilha Se essa pergunta fosse feita há uns 20 anos atrás, não haveria relutância: a resposta seria um sonoro SIM! Mas... os tempos mudaram...

Em 2007, com a clonagem do primeiro mamífero, a ovelha Dolly, conceitos e mais conceitos da biologia tiveram que ser revistos e muito do que aprendíamos na escola, como verdade absoluta, teve que ser reconsiderado e corrigido. De lá para cá, muitos organismos foram clonados e abriu-se a possibilidade para a clonagem de espécies extintas. Fala-se de uma possível clonagem do mamute e mesmo da clonagem de um homem-de-neandertal... Enquanto isso não acontece, outros organismos extintos vem sendo clonados.


A bola da vez é uma

planta, a Sylene stenophylla, clonada por pesquisadores do Instituto de Biofísica Celular da Academia Russa de Ciências. Extinta há muito, foi clonada a partir de tecidos congelados por 30 mil anos. O resultado, segundo os pesquisadores, é uma planta fértil (foto) que produz flores brancas e sementes viáveis. Os pesquisadores dizem também que a planta ressuscitada se parece com sua versão moderna que cresce na mesma área da Sibéria onde os tecidos foram coletados. Essa afirmação suscita uma questão sempre presente em clonagens usando material muito antigo: não houve contaminação de DNA da planta atual que vive no local?

Enfim, esse artigo, publicado no Proceedings of the Natural Academy of Sciences, e outros experimentos de clonagem dão a impressão que a extinção não é para sempre e que a situação pode ser revertida. Mas, há um outro lado...

Quando uma espécie desaparece de um local, essa situação é uma reação em cadeia, pois na natureza as espécies não apenas compartilham um espaço geográfico, elas interagem continuamente, formando uma estrutura: umas servem de alimento, abrigo ou defesa para outras, algumas competem com outras ou dependem delas para crescer ou mesmo para sobreviver... o resultado é que com o desaparecimento de uma espécie toda essa estrutura é impactada e o mundo muda, tomando um determinado rumo... essa situação e suas consequências são irreversíveis. Podemos clonar o mamute, mas o mundo não será igual ao que teria sido se os mamutes não tivessem sido extintos...

Ou seja, a extinção é para sempre!

Um comentário:

  1. Com certeza, a extinção é para sempre. Mas com a clonagem, podemos reparar vários erros causados por nós, para que a natureza continue diversificada e cumprindo seu papel. É melhor uma planta clonada do que um pasto sem nada. A ciência sempre teve um papel importante nas nossas vidas e em relação ao meio ambiente que nós vivemos. Basta agora sabermos usar esse conhecimento para o lado bom, para reparmos nossos erros! Ótimo artigo.

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